quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Atendimento 2011

No início do ano de 2011, as próprias escolas, com apoio da secretaria de educação, definiram os horários de atendimento, bem como os alunos que deveriam continuar e aqueles que poderiam ser substituídos. Essa atitude da rede mostra o interesse e a independência no uso contínuo da tecnologia disponibilizada.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Resultado do Atendimento dos alunos

O atendimento dos alunos durante o ano de 2010 teve início no mês de Julho e se estendeu até o final de Novembro, totalizando 5 meses consecutivos. 

Durante esse breve período, fomos capazes de observar uma melhora no índice de algumas atividades de linguagem e matemática, além de constatarmos uma evolução no nível das atividades realizadas pelos alunos. 

O atendimento se deu no contra-turno e sua quantidade (370) foi limitada apenas pela capacidade dos laboratórios de informática das escolas, uma vez que cada aluno teve de comparecer 2 vezes por semana, por 1 hora cada vez, durante todo o semestre. Obteve-se uma freqüência inicial de 90% dos alunos selecionados para atendimento (alguns alunos não compareceram no contra-turno, pelos mesmos motivos da avaliação).


Quanto ao rendimento dos alunos atendidos no laboratório de informática, os dados mostram uma evolução na quantidade de acertos ao longo dos atendimentos (gráficos 5 e 6), até o momento em que os mesmos eram substituídos ou por terem realizado já todas as atividades do software, ou pela escola avaliar que já era o momento de outros alunos serem atendidos por estarem apresentando maiores dificuldades em sala de aula. Outros alunos eram substituídos por não comparecerem no contra-turno. 






Discutiu-se com as escolas e com a secretaria de educação a continuidade do uso do software educativo durante o ano de 2011. Tanto as escolas quanto a secretaria desejam dar continuidade no uso do software. No entanto, o uso do laboratório será repensado, para que haja disponibilidade do mesmo para outras atividades e também para acesso dos professores. Dessa forma, o laboratório não será mais utilizado em tempo integral para uso do software Enscer, mas as escolas terão horários exclusivos para atendimento dos alunos. Algumas escolas pretendem ainda utilizar o software com todos os alunos e não somente com aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem.

Outro indicativo do sucesso do projeto e de sua transferência para o município é o fato de tanto a secretaria quanto as escolas terem solicitado a versão impressa do programa de atividades utilizado nos laboratórios. Assim, com o início do projeto do FIA, atividades do programa Enscer serão disponibilizadas em formato impresso para que as escolas possam utilizá-las em sala de aula sob a orientação do consultor na área de neuro-educação.

Dessa forma, a rede de educação começa a se tornar independente quanto ao uso do software educativo ao mesmo tempo em que passa a integrar o programa de atividades do software ao trabalho realizado em sala de aula.

sábado, 30 de outubro de 2010

Resultados do Histórico de Desenvolvimento

Diretores, secretários e coordenadores das escolas assumiram a incumbência de convocar as mães à escola e realizar as entrevistas com as mesmas utilizando o questionário de Histórico de Desenvolvimento para levantar questões acerca do possível desenvolvimento neural da criança. Questionários impressos foram entregues para cada escola e um sistema informatizado de cadastro foi desenvolvido e implementado no município, no qual são inseridas as questões acerca do histórico de desenvolvimento da criança.

Ao todo foram preenchidos 276 questionários com as mães dos alunos atendidos, sendo os próprios monitores e secretários das escolas quem realizaram as entrevistas e preencheram as respostas no sistema informatizado. Com isso, a rede torna-se auto-suficiente no uso desse recurso que possibilita um levantamento detalhado e sistemático dos eventos sociais que interferem no desenvolvimento adequado do sistema nervoso do feto e que podem ocasionar um déficit cognitivo na criança. Mesmo que esses eventos não possam ainda ser evitados, pois para isso faz-se necessário um plano de ação conjunto entre diversas instâncias da sociedade civil e do poder público, ao menos essas informações podem auxiliar a rede educacional na compreensão das condições neurocognitivas de seus alunos.


Os resultados adquiridos confirmam achados anteriores de alta ocorrência de condições de estresse durante a gestação, condições essas correlacionadas com um baixo desempenho cognitivo, especificamente em linguagem. 

Dos 276 questionários preenchidos, nem todas as questões foram respondidas por todas as mães ou responsáveis. Dessa forma, a somatória de respostas de cada questão nem sempre somam o total de questionários respondidos.

Tabela I – Condição da gestação

Sim
Não
% Não
A gestação foi desejada
117
159
58
Realizou o pré-natal
237
30
11


Tabela II – Ingestão de substâncias nocivas

Nada*
Pouco
Moderado
Muito
Bastante
% de uso**
Cigarro
211
17
6
20
8
19
Álcool
207
44
8
6
1
22
Drogas
251
8
2
3
0
5
* intensidade e freqüência do uso
** porcentagem de mães que usaram de pouco a bastante

Tabela III – Situação de estresse

Marido*
Família
Emprego
Financeiro
Agressão
Morte na família
Nada**
109
154
173
75
209
166
Pouco
24
15
9
37
7
32
Moderado
8
8
2
12
10
5
Muito
24
6
2
22
8
5
Bastante
54
25
22
79
10
0
% de ocorrência***
50
26
17
67
14
20
* problemas de relacionamento que causaram estresse contínuo em relação ao marido, à família, ao emprego, à situação financeira, a ocorrência de agressão física, ou de morte na família durante a gestação
** o quanto cada item contribuiu para uma situação de nervosismo crônico durante a gestação
*** porcentagem de ocorrência de pouco a bastante



Tabela IV – Condição de saúde

Sangramento*
Pressão
Placenta/Bolsa
Infecção
Outros
Nada**
182
153
173
160
155
Pouco
12
19
7
12
18
Moderado
4
6
2
7
7
Muito
3
6
2
2
0
Bastante
1
1
1
4
2
% de ocorrência***
10
17
6
14
15
* ocorrência de problemas de sangramento, de pressão alta ou baixa, com a placenta ou com a bolsa, de infecção, ou outros não específicos
** intensidade do problema
*** porcentagem de ocorrência de pouco a bastante


Tabela V – Antecedentes familiares

Sim
% Sim
Não
Epilepsia
85
33
173
Alzheimer
4
2
255
Esquizofrenia
16
6
240
Depressão
85
33
175
Deficiência Mental
88
34
169
Dificuldades Português
215
84
41
Dificuldades Matemática
215
85
39
Problema de Comportamento
148
57
111

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Atendimento dos alunos

Com o início do atendimento, alguns alunos mostraram um bom desempenho e seus próprios professores confirmaram que no momento em que os indicaram eles estavam tendo dificuldades em sala de aula, mas logo melhoraram e não teriam a necessidade de serem atendidos. Esses alunos então foram substituídos. 


Outros alunos, que apresentaram um bom desempenho no atendimento, foram indicados por seus professores pois em sala de aula apresentam problemas de comportamento, o que compromete seu desempenho nas atividades escolares, parecendo assim terem dificuldades de aprendizagem. Esses alunos continuam a ser atendidos, pois o atendimento no computador com o software educativo empregado favorece o seu aprendizado o que evita que ele fique muito defasado em relação à sua turma.

Alguns alunos que apresentaram um baixo desempenho na avaliação não foram indicados por seus professores pelo fato deles saberem que não haveria vaga para todos, o que os levou a priorizar aqueles casos mais críticos. Mas, com a possibilidade de substituição alguns desses alunos foram incluídos no atendimento.

O atendimento dos alunos iniciou com um boa freqüência, mas a mesma se reduziu após os primeiros atendimentos. Reuniões foram realizadas com as mães dos alunos para reforçarmos a importância das crianças serem enviadas para a escola no contra-turno. No entanto, as mães que compareceram nessas reuniões em sua maioria foram mães de alunos assíduos. Realizou-se então uma visita à casa das crianças para se conversar com as mães. Em quase todos os casos, as mães afirmaram que passariam a mandar as crianças para as escolas. Após as reuniões e visitas, a freqüência melhorou, mas não atingiu a totalidade. As principais causas dessa ausência são:

1 - algumas mães não se importam com a questão, apesar de quando confrontadas afirmaram que irão participar;

2 - algumas mães trabalham muito e possuem muitos filhos, não sendo capazes de acompanhar as suas atividades;

3 - algumas crianças são enviadas para a escola, mas no meio do caminho se dispersam;

4 - algumas crianças moram muito longe da escola e não possuem condições de transporte;

5 - dois casos foram identificados de crianças que trabalham no contra-turno;

6 - um caso foi identificado de uma criança que abandonou a escola, e a família não tem controle sobre a mesma.

Agendou-se uma reunião com a secretaria de educação e com profissionais das escolas atendidas para se discutir as possíveis soluções para esses casos e para decisão dos alunos que deverão ser substituídos por outros que também necessitam e que apresentariam uma freqüência regular.

O intuito do projeto é manter o atendimento dos alunos que já iniciaram, resolvendo-se as questões de falta, mas como alguns casos não serão solucionados, entendemos que não possa haver uma cadeira vaga no laboratório enquanto há vários alunos necessitando e dispostos a comparecerem no atendimento.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Atendimento dos alunos

Durante esse período os profissionais foram capacitados no uso das atividades de atendimento. As turmas foram montadas com os alunos que os professores indicaram como tendo dificuldades de aprendizagem. Comparou-se o desempenho dos alunos avaliados com as indicações dos professores e algumas disparidades foram encontradas. Alguns alunos que tiveram um desempenho acima da média na avaliação foram indicados pelos seus professores, enquanto que alguns alunos que tiveram um desempenho abaixo da média não foram indicados. Devido ao início do recesso escolar no dia 23 de Junho, aguardamos o retorno das aulas no dia 09 de Julho para iniciarmos o atendimento dos alunos. Pretende-se iniciar o atendimento dos alunos indicados para podermos confirmar a capacidade cognitiva dos mesmos para então reorganizar as turmas, substituindo aqueles alunos que não apresentarem dificuldades por aqueles que tiveram um desempenho baixo na avaliação. Esses casos serão discutidos com os professores para descobrirmos as razões que motivaram suas indicações. Casos que realmente apresentam dificuldades e que não foram evidenciados pela avaliação serão analisados para correção de possíveis falhas no processo de avaliação.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Histórico do Desenvolvimento

No momento de início das entrevistas com as mães, a rede de saúde de Santa Luzia do Itanhi alegou que não seria capaz de realizar as mesmas por falta de tempo de seus agentes. 

Com isso, tivemos de nos voltar para as escolas para procurar uma maneira de solucionar a questão. Tendo visto que as informações a serem levantadas e registradas pelo questionário era de suma importância para a escola, seus diretores, secretários e coordenadores aceitaram a incumbência de convocar as mães à escola e realizar as entrevistas com as mesmas. 


Questionários impressos foram entregues para cada escola na quantidade dos alunos que estão sendo atendidos. Os profissionais das escolas foram orientados pelo consultor da área de neurociências sobre como abordar a mãe e conduzir uma conversa durante a qual as questões do questionários poderiam ser levantadas sem constrangimento para a entrevistada.
Dessa forma, as entrevistas tiveram início somente no final do mês de Agosto. As mesmas prosseguiram durante o mês de Setembro e esperamos que se concluam até o final do mês de Outubro. 

Conforme as escolas consigam concluir as entrevistas com as mães dos alunos que estão sendo atendidos, solicitaremos que a mesma quantidade de questionários sejam preenchidos por mães de alunos que não apresentam dificuldades de aprendizagem para termos assim um padrão de comparação.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Histórico do Desenvolvimetno

Os diretores, secretários e monitores das escolas colaboraram com a coleta de informações entrevistando as mães dos alunos que freqüentaram o atendimento.  No entanto, muitas mães não compareceram à escola, principalmente pelo fato de trabalharem o dia todo. 

No início desse ano letivo, continuaremos tentando contatar as mães para que compareçam à escola, além de tentarmos negociar com os monitores uma visita presencial à sua casa, com o intuito de aumentarmos a quantidade de questionários respondidos.

Caso não tenhamos sucesso, realizaremos as análises entre desempenho acadêmico e histórico de desenvolvimento com os questionários já respondidos até o momento.

Com o início de um novo projeto no município, através do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), tentaremos incluir no planejamento estratégico de gestão municipal a coleta dessas informações no momento da matrícula do aluno.

Um sistema informatizado de cadastro será desenvolvido e implementado no município, no qual serão inseridas as questões acerca do histórico de desenvolvimento da criança.

Resultado da Avaliação Cognitiva

Nos gráficos 1 e 2 o índice de cada escola em cada uma das disciplinas avaliadas. Escala de 0 a 1.


Gráfico 1 - Índice de desempenho dos alunos em Português em cada uma das 5 escolas avaliadas.

Gráfico 2 - Índice de desempenho dos alunos em Matemática em cada uma das 5 escolas avaliadas.

            No total de alunos de todas as escolas, mais de 30% apresentaram um rendimento abaixo do esperado para o ano que freqüentam, enquanto de 2,4 a 3,7 apresentaram um rendimento acima do esperado (gráficos 3 e 4).

Gráfico 3 - Porcentagem dos alunos das 5 escolas avaliadas que tiveram em Português um desempenho Abaixo, na Média e Acima do esperado para o seu ano escolar.

Gráfico 4 - Porcentagem dos alunos das 5 escolas avaliadas que tiveram em Matemática um desempenho Abaixo, na Média e Acima do esperado para o seu ano escolar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Elaboração das atividades pedagógicas

            Os alunos que tiveram um desempenho um desvio padrão e meio abaixo da média, e foram indicados pelos seus professores como apresentando dificuldades de aprendizagem, independentemente de terem tido o questionário de Histórico de Desenvolvimento preenchido, passaram a ser atendidos, ainda em 2010, semanalmente no laboratório de informática da escola com o uso de um conjunto de atividades pedagógicas elaboradas em parceria com o Instituto OI-Futuro. A elaboração dessas atividades foi baseada em uma proposta pedagógica proveniente do estudo que vem sendo realizado, nas áreas de neurociências e educação, acerca dos processos neurofisiológicos envolvidos com as diferentes etapas do aprendizado dos conteúdos acadêmicos das disciplinas de matemática (Dehaene, 1997; Butterworth, 1999; Rocha e Massad, 2003; Rocha et al., 2005) e português (Damásio et al., 2004; Grodzinsky e Friederici, 2006; Catani e Mesulam, 2008; Rocha, 2009). 

Butterworth B, The Mathematical Brain. Macmillan Publishers, London, UK, 1999.

Catani M, Mesulam MM, The arcuate fasciculus and the disconnection theme in language and aphasia: History and current state. Cortex. 2008;44(8):953-961.

Damasio H, Tranel D, Grabowski T, Adolphs R, Damasio A, Neural systems behind word and concept retrieval. Cognition. 2004;92(1-2):179-229.

Dehaene S, The Number Sense. Penguim Books, London, UK, 1997.

Grodzinsky Y, D Friederici A, Neuroimaging of syntax and syntactic processing. Current Opinion in Neurobiology. 2006;16:240-246.

Rocha AF, Massad E, How the human brain is endowed for mathematical reasoning, Mathematics Today. 2003;39:81– 84.

Rocha FT, Rocha AF, Massad E, Menezes R, Brain mappings of the arithmetic processing in children and adults. Cognitive Brain Research. 2005;22(3):359-372.

Rocha FT, Sistema informatizado para avaliação de crianças com dificuldades de aprendizagem [tese]. São Paulo-SP: Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP; 2009.

Avaliação Neurocognitiva

O presente projeto teve como início a avaliação, em 2010, dos alunos do Ensino Fundamental Menor (1º ao 5º ano) de 5 escolas na rede municipal de educação de Santa Luzia do Itanhy-SE com o uso de um software educativo. Paralelamente à avaliação cognitiva dos alunos realizou-se a coleta de um questionário do histórico de desenvolvimento da criança. Com os dados de desempenho e do questionário, mais informações diretas do professor, identificou-se os alunos que poderiam apresentar algum distúrbio de aprendizagem.

A avaliação alcançou 80% dos alunos cadastrados no projeto no início do ano. Os 20% restantes foram investigados junto às escolas para se descobrir os motivos deles não terem feito a avaliação. As informações recolhidas apontam um índice de evasão escolar como um dos fatores. Um segundo fator engloba alunos que foram remanejados para outras escolas. Um terceiro fator aponta alunos, muito defasados, que se recusaram a realizar a avaliação.

Escola da Sede do município.

Alunos da sede fazendo a avaliação.

Escola do povoado Priapu.

Alunos do Priapu fazendo a avaliação.

Escola do povoado do Crasto.

Alunos do Crasto fazendo a avaliação.

Vista da janela do laboratório de informática do Crasto.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Capacitação para uso do Software

Os professores responsáveis pelos laboratórios de informática das escolas contempladas pelo projeto foram capacitados no uso do software e na aplicação do programa de atividades de avaliação.


Atividades de linguagem do Nível I do programa de avaliação.

Veja o programa completo de avaliação: LinguagemMatemática

segunda-feira, 8 de março de 2010

Curso sobre os processos neurofisiológicos envolvidos com o aprendizado do conteúdo escolar

Todos os professores das escolas contempladas pelo projeto participaram do curso sobre distúrbios de aprendizagem. Tal curso apresentou os principais distúrbios de aprendizagem, explicando-se as suas bases neurofisiológicas e apresentando-se o programa de atividades que será trabalhado para avaliação e atendimento dos alunos com dificuldades de aprendizagem.

Textos do curso: IntroduçãoLeituraContagem

Imagens sobre os processos neurais envolvidos com as habilidades de leitura e contagem apresentados no curso.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Objetivos do Projeto

O objetivo deste projeto é contribuir para a melhoria das condições de ensino/aprendizagem dos conteúdos de linguagem e matemática, através da utilização de uma tecnologia educacional baseada em descobertas das neurociências e do emprego de tecnologia de informação. Para atingir este objetivo o projeto definiu as seguintes metas:

1- desenvolver e implementar uma tecnologia informatizada para auxílio à avaliação neurocognitiva de alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental;

2- aplicar esta tecnologia de avaliação nos 5 primeiros anos das 5 maiores escolas do município de Santa Luzia do Itanhy-SE;

3- implementar um sistema de coleta de informações acerca do histórico de desenvolvimento dos alunos, que indique quais podem ser os fatores genéticos e/ou ambientais correlacionados com as dificuldades de aprendizagem observadas;

4- definir as atividades complementares, referentes aos conteúdos de linguagem e matemática, mais adequadas às necessidades dos alunos, por níveis, baseando-se no conhecimento das neurociências acerca dos processos neurais responsáveis pelas habilidades contempladas por essas disciplinas;

5- acompanhar alunos com o uso das atividades de intervenção do projeto para se testar a eficácia dessa tecnologia educacional no processo cognitivo de alunos que apresentem dificuldades de aprendizagem associadas aos problemas indicados pelo seu histórico de desenvolvimento;


6- sistematizar a experiência de forma a tornar a tecnologia educacional reaplicável por outras escolas e/ municípios.

Marco Zero do Projeto

Documento: Marco Zero do Projeto

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Projeto OI Futuro

A OI Futuro - empresa sem fins lucrativos - tem como missão desenvolver, apoiar e reconhecer ações educacionais e culturais inovadoras, que promovam o desenvolvimento humano, utilizando tecnologia de comunicação e informação.

OI Novos Brasis é o instrumento do OI Futuro para apoiar iniciativas de organizações do terceiro setor e construir novas possibilidades de desenvolvimento humano em nosso país.

O IPTI - Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Informação teve seu projeto de Educação Inclusiva aprovado pelo programa OI Novos Brasis do OI Futuro para aplicar a tecnologia Enscer no município de Santa Luzia do Itanhi - SE.

A tecnologia Enscer - Ensinando o Cérebro nasceu em 1997 através de pesquisas acerca da funcionalidade cerebral envolvida com o aprendizado do conteúdo escolar que visavam o desenvolvimento de novas metodologias e ferramentas de ensino com o intuito de se favorecer o aprendizado de indivíduos com dificuldades.