sexta-feira, 30 de abril de 2010

Elaboração das atividades pedagógicas

            Os alunos que tiveram um desempenho um desvio padrão e meio abaixo da média, e foram indicados pelos seus professores como apresentando dificuldades de aprendizagem, independentemente de terem tido o questionário de Histórico de Desenvolvimento preenchido, passaram a ser atendidos, ainda em 2010, semanalmente no laboratório de informática da escola com o uso de um conjunto de atividades pedagógicas elaboradas em parceria com o Instituto OI-Futuro. A elaboração dessas atividades foi baseada em uma proposta pedagógica proveniente do estudo que vem sendo realizado, nas áreas de neurociências e educação, acerca dos processos neurofisiológicos envolvidos com as diferentes etapas do aprendizado dos conteúdos acadêmicos das disciplinas de matemática (Dehaene, 1997; Butterworth, 1999; Rocha e Massad, 2003; Rocha et al., 2005) e português (Damásio et al., 2004; Grodzinsky e Friederici, 2006; Catani e Mesulam, 2008; Rocha, 2009). 

Butterworth B, The Mathematical Brain. Macmillan Publishers, London, UK, 1999.

Catani M, Mesulam MM, The arcuate fasciculus and the disconnection theme in language and aphasia: History and current state. Cortex. 2008;44(8):953-961.

Damasio H, Tranel D, Grabowski T, Adolphs R, Damasio A, Neural systems behind word and concept retrieval. Cognition. 2004;92(1-2):179-229.

Dehaene S, The Number Sense. Penguim Books, London, UK, 1997.

Grodzinsky Y, D Friederici A, Neuroimaging of syntax and syntactic processing. Current Opinion in Neurobiology. 2006;16:240-246.

Rocha AF, Massad E, How the human brain is endowed for mathematical reasoning, Mathematics Today. 2003;39:81– 84.

Rocha FT, Rocha AF, Massad E, Menezes R, Brain mappings of the arithmetic processing in children and adults. Cognitive Brain Research. 2005;22(3):359-372.

Rocha FT, Sistema informatizado para avaliação de crianças com dificuldades de aprendizagem [tese]. São Paulo-SP: Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP; 2009.

Avaliação Neurocognitiva

O presente projeto teve como início a avaliação, em 2010, dos alunos do Ensino Fundamental Menor (1º ao 5º ano) de 5 escolas na rede municipal de educação de Santa Luzia do Itanhy-SE com o uso de um software educativo. Paralelamente à avaliação cognitiva dos alunos realizou-se a coleta de um questionário do histórico de desenvolvimento da criança. Com os dados de desempenho e do questionário, mais informações diretas do professor, identificou-se os alunos que poderiam apresentar algum distúrbio de aprendizagem.

A avaliação alcançou 80% dos alunos cadastrados no projeto no início do ano. Os 20% restantes foram investigados junto às escolas para se descobrir os motivos deles não terem feito a avaliação. As informações recolhidas apontam um índice de evasão escolar como um dos fatores. Um segundo fator engloba alunos que foram remanejados para outras escolas. Um terceiro fator aponta alunos, muito defasados, que se recusaram a realizar a avaliação.

Escola da Sede do município.

Alunos da sede fazendo a avaliação.

Escola do povoado Priapu.

Alunos do Priapu fazendo a avaliação.

Escola do povoado do Crasto.

Alunos do Crasto fazendo a avaliação.

Vista da janela do laboratório de informática do Crasto.