Dia 02 de março de 2012 (Saulo Barretto)
Neste dia, às 15:00, tive uma reunião com a diretora da escola, o secretário (Dilan) e 5 professoras, para discutir e tentar chegar a um acordo sobre o preenchimento das informações dos diários de classe no TAG.
A princípio, o que se percebe é que sem o uso do sistema, nesta funcionalidade, fica difícil para as pessoas envolvidas avaliarem as dificuldades que cada uma poderá encontrar. Com isso, a posição é sempre de defesa, relutando em adotar novas práticas. Agumas professoras se manifestaram contrárias a terem que alimentar no TAG as informações dos seus diários, ao mesmo tempo em que a diretora e o secretário da escola defendem que não têm como assumir mais esta tarefa.
Na prática, os professores preenchem os diários escrevendo os planos de aula, além de anotarem faltas dos alunos. Isso tudo fica guardado no diário e, se for necessário, o secretário tem que ir buscar as informações nestes diários (ex: transferência), o que dá bastante trabalho.
Nós apresentamos a proposta do TAG gerar uma nova forma de diário, já com os nomes de todos os alunos, por cada mês, com caixas para os professores indicarem os ausentes, com espaço para eles anotarem as notas das provas (bimestrais) e com a novidade de que os planos de aula apareceriam detalhados minuciosamente, com um código ao lado. Com isso, os diários teriam espaços para os professores anotarem os códigos correspondentes ao que foi lecionado, naquele dia específico.
Conclusões:
1) os professores disseram que não têm condições de passar estas informações para o TAG, a maioria porque não tem acesso ao compurtador e Internet. Chegou-se a sugerir que a secretaria doasse laptops para a escola, para que os professores fizessem esta tarefa no final de cada aula, com os laptops circulando pela escola, de sala em sala. Contudo, considero isso inviável, porque vai dar mais trabalho ao secretário do que ele imagina;
2) propus que os professores anotam as informações nos diários, agora ainda mais simples, porque não precisarão mais escrever o que foi lecionado, bastante anotar os códigos, e que as informações dos diários sejam passadas para o TAG pelo secretário, 1 vez por quinzena;
3) o secretáro concordou, como uma experiência de teste. Ele considerou que de fato pode ser que o trabalho seja menor do que imagina, e que o ganho final seja compensador. Contudo, acha conveniente testar e avaliar, com a possibilidade de sugerir ajustes, naquilo que considerar que vai facilitar seu trabalho;
4) acreditamos que à medida em que os professores forem vendo os diários sendo alimentados no TAG, e com a melhoria do acesso à tecnologia, alguns vão começar a fazer isso por conta própria;
5) a diretora esclareceu que existem casos em que o professor de uma determinada série acaba lecionando conteúdos de anos anteriores, quando percebe que a turma tem alguma deficiência no assunto. Esta é uma questão que ela considera delicada, porque o TAG pode acabar sendo considerado como uma ferramenta que funciona contra aqueles professores, cujos alunos avançaram sem dominarem o conteúdo necessário.
Neste caso, que realmente precisamos tomar todo o cuidado, sugeri que os diários conterão todos os tópicos e respectivos códigos, do ano que o professor leciona e dos anos anteriores, para que ele possa anotar um código de tema de ano anterior, se for o caso.
Quanto à possibilidade do TAG acabar criando um problema para o professor que não lecionou a matéria de forma que os alunos aprendessem, esta é uma questão a ser discutida com a secretaria. Em princípio, minha posição foi de defender a tese de que o objetivo de todos deveria ser que os alunos aprendessem, e que isso deveria estar acima de eventuais deficiências de alguns professores.
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